Gfacility

Go-live e adoção

Runbook de cutover

A viragem propriamente dita — minuto a minuto, com atribuição de papéis, janela de freeze, comunicação e um botão de roll-back explícito. Um bom cutover é entediante; é exatamente esse o objetivo.

Atualizado em 18/05/2026

Go-live · 5.4

Porque é importante agora

O cutover é o momento em que toda a preparação se junta. Improvisar aqui custa dias, não horas. Um bom runbook parece exageradamente detalhado — até alguém às 02h14 da manhã ter de tomar uma decisão sob pressão e o guião lhe dizer exatamente o que fazer.

O que entrega?

Runbook

Guião passo a passo com horas, ações, donos e validações.

Atribuição de papéis e war room

Quem se senta onde, quem liga a quem, war room física ou virtual.

Critérios de roll-back

Que situação dispara o regresso atrás, quem decide, como se faz.

Matriz de comunicação

O que comunica internamente e externamente, quando, por que canal.

Perguntas-chave

  1. 1Quando — fim de semana, período de férias, sexta à noite? Qual é a janela mais calma com o menor impacto?
  2. 2Janela de freeze — a partir de que momento já não se podem fazer alterações nos sistemas-fonte? Como é que isso é comunicado?
  3. 3Atribuição de papéis — cutover lead, tech lead, comunicação, validador de negócio, sponsor de prevenção? Um backup por papel.
  4. 4Passos — para cada ação: o que faz, quanto tempo demora, quem executa, que verificação valida o sucesso?
  5. 5Pontos de decisão (gates) — depois de que passos se pode avançar e quais os critérios? Quem assina?
  6. 6Procedimento de roll-back — descrito concretamente, testado em dry run. Que ações, quanto tempo demora, qual é o ponto sem retorno?
  7. 7Comunicação — mensagem aos utilizadores antes, página de estado durante, mensagem "está tudo em produção" depois. Por canal e por idioma.
  8. 8Parceiros externos — consultor de implementação Gfacility, fornecedor IdP, hosting, eventualmente admin do tenant M365: quem está em prevenção, em que linha de escalonamento?
  9. 9Smoke tests logo após o go-live — que 10-15 cenários executa para ganhar confiança de que funciona?
  10. 10Segurança — contas de serviço, chaves API, OAuth secrets — quem as detém, como as guarda em segurança durante o fim de semana?

Modelo — Runbook (excerto)

Hora Passo Dono Validação Roll-back?
Sex 18:00Comunicação "início do freeze"PMEmail enviado, banner intranetN/A
Sex 19:00Sistema-fonte em só leituraAdmin da origemTeste de escrita manual falhaRepor read-write
Sex 19:30Exportação delta finalTech leadContagens ≥ esperadoReexecutar script
Sex 20:30Script de migração em produçãoTech leadLogs limpos, contagem bateRestore do snapshot
Sex 22:00Ativar SSO + integraçõesIT-IdentityLogin com conta de testeRollback da config SSO
Sex 23:00Smoke tests (15 cenários)Validadores de negócio14/15 PASSDecisão por cenário
Sáb 00:00Gate go/no-go 1Cutover leadSponsor assina→ Roll-back
Sáb 09:00Champions testam no localChampionsRegisto de issues ≤ 5 P2
Dom 18:00Comunicação "ao vivo seg 8:00"PMEmail + Teams + intranet
Seg 08:00Hypercare oficialmente iniciadoHypercare leadHotline aberta

Modelo — Critérios de roll-back

Gatilho 1 — Qualidade de dados

Diferença > 2% nos totais entre origem e destino após migração. Decisão de roll-back em 30 min.

Gatilho 2 — SSO falha

> 5% das contas de teste não consegue fazer login. Roll-back salvo se houver workaround em 60 min.

Gatilho 3 — Smoke tests falham

> 3 em 15 cenários falham. Não passar em qualquer gate go/no-go. Análise do problema + decisão.

Ponto sem retorno

Sábado 12:00 — a partir daí o roll-back já não é viável sem perder o trabalho do fim de semana. Decida antes desse momento.